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Mythimna unipuncta

1. Identificação

  • Nome comum: Lagarta‑das‑pastagens
  • Nome científico: Mythimna unipuncta Haworth
  • Ordem: Lepidoptera
  • Família: Noctuidae

2. Descrição da praga

  • Adultos: Borboletas de 30–40 mm de envergadura, asas anteriores castanho‑claras com um ponto branco característico; asas posteriores esbranquiçadas.
  • Larvas: Lagartas verde‑acastanhadas, com linhas longitudinais claras; muito móveis e gregárias nas fases iniciais.
  • Pupas: Formadas no solo, em câmaras terrosas.
  • Ovos: Depositados em massas na vegetação baixa, geralmente em gramíneas.

3. Hospedeiros principais

  • Gramíneas forrageiras e espontâneas, incluindo Lolium spp., Festuca spp., Poa spp. e Dactylis spp..
  • Cereais como milho, trigo, cevada e aveia.
  • Pastagens permanentes e prados temporários.

4. Sintomas e danos

  • Desfolha intensa de gramíneas, deixando apenas nervuras centrais.
  • Aspeto “rapado” das pastagens devido ao consumo rápido e coletivo.
  • Danos mais severos em rebentos jovens e pastagens recém‑instaladas.
  • Em cereais, redução do vigor, atraso no desenvolvimento e perdas de produtividade.
  • Em ataques massivos, destruição total de parcelas.

5. Ciclo biológico

  • Várias gerações anuais, com maior intensidade na primavera e verão.
  • Adultos migradores, podendo originar populações súbitas.
  • Ovos depositados em massas; lagartas desenvolvem‑se durante 3–5 semanas.
  • Pupação no solo; adultos emergem e reiniciam o ciclo.
  • Desenvolvimento favorecido por temperaturas amenas e elevada disponibilidade de gramíneas.

6. Monitorização

  • Observação direta de lagartas em rebentos jovens e pastagens.
  • Avaliação do grau de desfolha e da presença de manchas “rapadas”.
  • Armadilhas luminosas para deteção de adultos migradores.
  • Monitorização reforçada após períodos de chuva seguidos de calor.

7. Medidas de gestão

  • Culturais: Corte antecipado das pastagens; mobilização superficial do solo para expor pupas; gestão adequada da fertilização; rotação de culturas com espécies não hospedeiras.
  • Preventivas: Monitorização frequente em períodos de risco; evitar excesso de matéria vegetal acumulada; manutenção de pastagens densas e equilibradas; evitar instalação de pastagens jovens em épocas de elevada pressão da praga.
  • Biológicas: Utilização de microrganismos entomopatogénicos autorizados; aplicação de bioinseticidas microbianos; libertação de auxiliares disponíveis; conservação de inimigos naturais através de práticas culturais adequadas.
  • Proteção integrada: Monitorização regular; intervenção apenas quando necessário; práticas que reduzam a sobrevivência de pupas no solo e a disponibilidade de alimento para lagartas jovens.

Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Mythimna unipuncta.
  • CABI Invasive Species Compendium – Mythimna unipuncta.
  • Capinera, J. L. (2001). Handbook of Vegetable Pests. Academic Press.
  • Hill, D. S. (1987). Agricultural Insect Pests of Temperate Regions and Their Control. Cambridge University Press.
  • Showers, W. B. (1997). Migratory ecology of the armyworm, Pseudaletia unipuncta. Annual Review of Entomology, 42: 393–425.
  • Pogue, M. G. (2002). A world revision of the genus Mythimna. Memoirs of the American Entomological Society.

 

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