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Lymantria dispar

1. Identificação

  • Nome comum: Lagarta‑do‑sobreiro / Lagarta‑do‑carvalho
  • Nome científico: Lymantria dispar (Linnaeus)
  • Ordem: Lepidoptera
  • Família: Erebidae

2. Descrição da praga

  • Adultos: Dimorfismo sexual marcado; machos com 35–40 mm de envergadura, castanho‑amarelados e muito ativos; fêmeas maiores (50–70 mm), esbranquiçadas, com manchas escuras e voo limitado ou ausente.
  • Larvas: Lagartas peludas, com pares de tubérculos dorsais azuis (5 pares) seguidos de vermelhos (6 pares), característica distintiva; muito vorazes.
  • Pupas: Formadas em casulos sedosos aderidos à casca, ramos ou estruturas próximas.
  • Ovos: Depositados em massas ovais recobertas por pelos castanhos‑amarelados da fêmea.

3. Hospedeiros principais

  • Sobreiro e outros carvalhos diversos (Quercus robur, Q. ilex, Q. pyrenaica, Q. faginea).
  • Outras folhosas: castanheiro, amieiro, bétula, salgueiro, macieira, pereira, entre muitas outras.
  • Espécie altamente polífaga, com mais de 300 hospedeiros registados.

4. Sintomas e danos

  • Desfolha intensa, frequentemente total, sobretudo em folhosas caducifólias.
  • Lagartas jovens alimentam‑se das folhas tenras; lagartas maiores consomem todo o limbo.
  • Rebentação secundária após ataques severos, com perda de vigor.
  • Em sobreiro, redução do crescimento, maior suscetibilidade a agentes secundários e impacto na produção de cortiça.
  • Em ataques repetidos, declínio progressivo e mortalidade de árvores debilitadas.

5. Ciclo biológico

  • Uma única geração anual.
  • Ovos passam o inverno; eclosão na primavera, sincronizada com a rebentação.
  • Lagartas desenvolvem‑se durante 6–8 semanas, passando por 5–6 ínstares.
  • Pupação no verão; adultos emergem após 10–14 dias.
  • Fêmeas depositam massas de ovos em troncos, ramos e estruturas artificiais.
  • Desenvolvimento favorecido por primaveras quentes e secas.

6. Monitorização

  • Observação de massas de ovos em troncos e estruturas próximas.
  • Deteção de lagartas jovens na copa durante a rebentação.
  • Avaliação do grau de desfolha ao longo da primavera.
  • Armadilhas de feromonas para deteção de machos e previsão de picos populacionais.

7. Medidas de gestão

  • Culturais: Remoção manual de massas de ovos em árvores isoladas; destruição de casulos e ninhos acessíveis; promoção de vigor das árvores através de gestão adequada; redução de stress hídrico.
  • Biológicas: Utilização de microrganismos entomopatogénicos autorizados; aplicação de bioinseticidas microbianos; conservação de inimigos naturais através de práticas culturais adequadas.
  • Proteção integrada: Monitorização regular; intervenção apenas quando necessário; práticas que reduzam a sobrevivência de lagartas jovens e a formação de massas de ovos.

Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Lymantria dispar
  • CABI Invasive Species Compendium – Lymantria dispar
  • Liebhold, A. et al. (1995). The Gypsy Moth: A Handbook of the Biology, Spread, and Management of the Gypsy Moth in North America. USDA Forest Service.
  • Montgomery, M. E. & Wallner, W. E. (1988). The gypsy moth: a review of the European literature. USDA Forest Service.
  • Pogue, M. G. & Schaefer, P. W. (2007). A review of selected species of Lymantria. USDA Forest Service.

 

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