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Cylas puncticollis

1. Identificação

  • Nome comum: Gorgulho‑da‑batata‑doce
  • Nome científico: Cylas puncticollis Boheman
  • Ordem: Coleoptera
  • Família: Brentidae

2. Descrição da praga

  • Adultos: Gorgulhos de 6–8 mm, corpo alongado, coloração azul‑metálica a negra, rostro fino e antenas inseridas lateralmente; muito ativos ao entardecer.
  • Larvas: Ápodas, esbranquiçadas, corpo curvo e cabeça castanha; desenvolvem‑se no interior das raízes e caules subterrâneos.
  • Pupas: Formadas no interior das raízes ou no solo adjacente.
  • Ovos: Depositados em fissuras do caule ou diretamente na superfície das raízes expostas.

3. Hospedeiros principais

  • Batata‑doce, principal e praticamente exclusivo hospedeiro.
  • Pode também atacar outras Ipomoea cultivadas ou espontâneas.

4. Sintomas e danos

  • Perfurações e galerias nas raízes, com necrose e escurecimento dos tecidos.
  • Odores desagradáveis devido à oxidação e infeções secundárias.
  • Deformação e perda de qualidade comercial das raízes.
  • Perfurações no caule, com murchidão e redução do vigor da planta.
  • Em ataques severos, perdas totais da produção e rápida disseminação no talhão.

5. Ciclo biológico

  • Várias gerações anuais em climas quentes, com ciclo contínuo durante grande parte do ano.
  • Adultos vivem vários meses e deslocam‑se pouco, favorecendo focos localizados.
  • Ovos depositados no caule ou raízes; larvas desenvolvem‑se no interior durante 3–6 semanas.
  • Pupação no interior das raízes ou no solo; adultos emergem e reiniciam o ciclo.
  • Desenvolvimento favorecido por temperaturas elevadas, solos leves e presença de raízes expostas ou danificadas.

6. Monitorização

  • Observação de perfurações e galerias nas raízes durante colheitas ou inspeções.
  • Avaliação do vigor das plantas, especialmente em talhões com historial da praga.
  • Armadilhas com feromonas ou atrativos alimentares para deteção de adultos.
  • Monitorização reforçada em viveiros e áreas de propagação vegetativa.

7. Medidas de gestão

  • Culturais: Remoção e destruição de raízes infestadas; rotação de culturas com espécies não hospedeiras; utilização de material de plantação saudável; colheita atempada para evitar exposição prolongada das raízes.
  • Preventivas: Evitar ferimentos nas raízes durante operações culturais; evitar exposição de raízes devido a mobilizações profundas; eliminação de plantas voluntárias e Ipomoea espontâneas; melhoria da drenagem e cobertura do solo para reduzir locais de oviposição.
  • Proteção integrada: Monitorização regular; intervenção apenas quando necessário; práticas que reduzam a atratividade das plantas e a sobrevivência de larvas no solo.

Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Cylas puncticollis.
  • CABI Invasive Species Compendium – Cylas puncticollis.
  • FAO – Sweet potato weevil management guidelines.
  • Smit, N. E. J. M. (1997). Biology and ecology of African sweet potato weevils.

 

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