DESDE 1994! Somos especialistas em protecção de plantas em Agricultura Biológica e Produção Integrada.
A romãzeira (Punica granatum L.) é uma espécie arbustiva ou arbórea de pequeno porte pertencente à família Lythraceae. É cultivada principalmente pelos seus frutos (romãs), apreciados tanto para consumo fresco como para processamento. A espécie tem origem na região que se estende do Irão ao Norte da Índia, tendo sido difundida desde a Antiguidade por toda a bacia mediterrânica, onde se adaptou de forma excelente a climas quentes e secos.
A romãzeira possui crescente relevância económica devido à valorização dos seus frutos no mercado fresco e na indústria de sumos, xaropes, extratos antioxidantes e produtos nutracêuticos. O fruto é reconhecido pelo elevado teor de compostos bioativos, como antocianinas, taninos e ácidos fenólicos. A cultura apresenta boa tolerância à seca, baixa exigência nutricional e elevada longevidade, sendo adequada para regiões mediterrânicas e semiáridas. O aumento da procura internacional tem impulsionado novas plantações comerciais.
A romãzeira é um arbusto ou pequena árvore que pode atingir 2 a 5 metros de altura, com ramos rígidos, frequentemente espinhosos. As folhas são opostas, simples, brilhantes e de forma elíptica a lanceolada. As flores, de coloração vermelha intensa, são solitárias ou agrupadas, com cálice carnudo e pétalas delicadas, apresentando tanto flores férteis como estéreis. O fruto é uma baga especial denominada balaúste, de casca coriácea e espessa, contendo numerosas sementes envolvidas por arilos suculentos e translúcidos, cuja cor varia do branco ao vermelho‑escuro. O sistema radicular é profundo e bem adaptado a condições de seca.
A romãzeira adapta-se bem a climas mediterrânicos, caracterizados por verões quentes e secos e invernos suaves. Tolera temperaturas elevadas durante o verão, essenciais para a coloração e qualidade dos arilos, mas é sensível a geadas severas, sobretudo em fases jovens. Prefere solos bem drenados, de textura média, podendo desenvolver-se em solos relativamente pobres, desde que não sujeitos a encharcamento. O pH ideal situa-se entre 5,5 e 7,5. A cultura apresenta boa resistência à seca, embora a irrigação controlada melhore significativamente o calibre e a qualidade dos frutos.
A gestão da romãzeira baseia-se em práticas que promovem boa ventilação da copa, controlo do vigor e frutificação equilibrada. A poda é essencial para renovar ramos frutíferos e facilitar a penetração de luz. A irrigação deficitária controlada pode ser utilizada para melhorar a qualidade dos arilos, desde que sem comprometer o calibre. O controlo de pragas como cochonilhas e traça da romã requer monitorização regular e medidas integradas. A colheita deve ser realizada quando os frutos atingem coloração e firmeza adequadas, evitando danos mecânicos que favoreçam podridões.
Os produtos fitofarmacêuticos requerem Cartão de Aplicador ou Cartão de Técnico Responsável.
Poderá utilizar o cartão de outra pessoa, desde que a mesma se responsabilize pela aplicação do tratamento.
Consulte aqui a Lei n.º 26/2013 de 11 de abril (Distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos).
Poderá utilizar o cartão de outra pessoa, desde que a mesma se responsabilize pela aplicação do tratamento.
Consulte aqui a Lei n.º 26/2013 de 11 de abril (Distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos).
