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Nasturtium officinale

1. Identificação e origem

Nasturtium officinale W.T. Aiton é uma planta aquática da família Brassicaceae, conhecida como agrião‑de‑água. É originária da Europa e da Ásia Ocidental, tendo-se difundido amplamente para regiões temperadas e subtropicais. Cresce espontaneamente em cursos de água limpa, nascentes e zonas húmidas, sendo também cultivada em sistemas hidropónicos ou canais de fluxo contínuo.

2. Importância económica

O agrião‑de‑água é uma hortícola de elevado valor nutricional, apreciada pelo teor de vitaminas, minerais e compostos bioativos. O consumo fresco em saladas e preparações culinárias impulsiona a procura. A cultura tem importância crescente em horticultura intensiva, sobretudo em sistemas de produção com água corrente ou recirculada, garantindo elevada qualidade sanitária.

3. Caracterização botânica

Planta herbácea perene, de crescimento rápido, com caules ocos e rastejantes que enraízam nos nós. As folhas são compostas, verde‑escuras e de sabor picante característico. As flores são pequenas, brancas e agrupadas em inflorescências terminais. A planta reproduz-se por sementes e, sobretudo, por propagação vegetativa através de estolhos. Desenvolve-se melhor em água limpa, fria e oxigenada.

4. Exigências edafoclimáticas

Requer ambientes húmidos ou submersos, com água corrente, limpa e bem oxigenada. Prefere temperaturas amenas, entre 10–20 °C, sendo sensível a calor excessivo, que reduz o vigor e favorece florescimento precoce. Necessita de boa qualidade da água, com baixo teor de nutrientes e ausência de contaminação. Em cultivo, utiliza-se substrato leve ou sistemas hidropónicos.

5. Principais pragas

  • Pulgões (Aphididae): deformações e transmissão de viroses.
  • Mosca‑branca (Aleyrodidae): enfraquecimento e fumagina.
  • Lesmas e caracóis: danos foliares em ambientes húmidos.
  • Larvas-mineiras (Agromyzidae): galerias nas folhas.
  • Pragas são mais frequentes em culturas protegidas ou com baixa circulação de água.

6. Principais doenças

  • Podridões radiculares e do colo causadas por Pythium e Phytophthora em água contaminada.
  • Manchas foliares por fungos oportunistas em condições de elevada humidade e baixa circulação.
  • Bactérias aquáticas podem causar murchidão ou necroses quando a qualidade da água é deficiente.
  • A manutenção de água limpa e em movimento é essencial para reduzir a incidência de doenças.

7. Gestão cultural geral

Inclui a utilização de água limpa e corrente, controlo rigoroso da qualidade da água, remoção de plantas velhas, colheita frequente para estimular o rebentamento, monitorização de pragas e manutenção de temperaturas moderadas. Em sistemas hidropónicos, é fundamental garantir oxigenação adequada e evitar acumulação de matéria orgânica. A higiene das estruturas e a renovação parcial da água reduzem riscos sanitários.


Referências bibliográficas

  • Dixon, G. R. (2007). Vegetable Brassicas and Related Crucifers. CABI.
  • Schreiner, M., & Huyskens‑Keil, S. (2006). “Phytochemical changes in watercress during growth.” Journal of Applied Botany and Food Quality.
  • Kays, S. J. (2011). Cultivated Vegetables of the World. Wageningen Academic Publishers.
  • Rubatzky, V. E., & Yamaguchi, M. (2012). World Vegetables. Springer.
  • FAO. Documentos técnicos sobre produção de hortícolas em sistemas hidropónicos e ambientes aquáticos.

 

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