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Chrysanthemum spp.

1. Identificação e origem

O crisântemo (Chrysanthemum spp.) é um género da família Asteraceae, originário da Ásia Oriental, especialmente da China e do Japão. A espécie cultivada para flor de corte e ornamental resulta de híbridos complexos, tradicionalmente referidos como Chrysanthemum × morifolium Ramat. É uma das flores ornamentais mais importantes do mundo, com grande diversidade de formas, cores e portes.

2. Importância económica

O crisântemo é uma das principais flores de corte a nível global, com elevada procura em mercados internacionais.
É amplamente utilizado em floricultura ornamental, produção em vaso e jardinagem.
A cultura tem forte expressão económica em estufa, especialmente em sistemas de produção intensiva com controlo de fotoperíodo.

3. Caracterização botânica

Planta herbácea perene, cultivada frequentemente como anual em floricultura comercial.
As folhas são alternas, recortadas e aromáticas.
As inflorescências são capítulos compostos, com grande variabilidade morfológica (simples, anémonas, pompons, decorativos, spider, entre outros).
O sistema radicular é fasciculado, sensível a encharcamento e a solos compactados.

4. Exigências edafoclimáticas

Prefere climas temperados, com temperaturas ótimas entre 15–20 °C.
É sensível a calor excessivo e a humidade elevada, que favorecem doenças fúngicas.
Requer solos bem drenados, ricos em matéria orgânica, com pH entre 6,0 e 7,0.
O fotoperíodo é determinante: a maioria dos cultivares é de dias curtos, exigindo controlo de luz em estufa.

5. Principais pragas

  • Tripes (Frankliniella occidentalis): danos em pétalas e transmissão de viroses.
  • Mosca‑branca (Bemisia tabaci, Trialeurodes vaporariorum): sucção de seiva e transmissão de viroses.
  • Pulgões (Aphididae): deformações foliares e transmissão de viroses.
  • Ácaros (Tetranychidae): cloroses e perda de vigor.
  • Nemátodos (Meloidogyne spp.): galhas radiculares e declínio da planta.

6. Principais doenças

  • Ferrugem branca (Puccinia horiana): pústulas brancas na página inferior das folhas; doença quarentenária em vários países.
  • Botrytis (Botrytis cinerea): podridão cinzenta em flores e tecidos jovens.
  • Oídio (Golovinomyces cichoracearum): micélio branco em folhas.
  • Septoriose (Septoria chrysanthemi): manchas foliares necróticas.
  • Vírus do mosaico do crisântemo (CMV‑C): mosaicos e redução da qualidade da flor.

7. Gestão cultural geral

A gestão inclui utilização de material vegetal certificado, controlo rigoroso de fotoperíodo e ventilação adequada em estufa.
A rega deve ser controlada para evitar encharcamento e reduzir risco de botrytis e oídio.
A monitorização de tripes, pulgões e mosca‑branca é essencial para prevenir viroses.
A colheita deve ser realizada no estádio adequado de abertura, conforme o tipo de inflorescência e o mercado.


Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Chrysanthemum spp.
  • CABI Crop Compendium – Chrysanthemum spp.
  • Dole, J. M., & Wilkins, H. F. (2005). Floriculture: Principles and Species. Prentice Hall.
  • Larson, R. A. (1992). Introduction to Floriculture. Academic Press.
  • FAO (2012). Cut flower production guidelines – Chrysanthemum. FAO Plant Production and Protection Division.

 

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