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Laurus nobilis

1. Identificação e origem

O loureiro (Laurus nobilis L.), pertencente à família Lauraceae, é uma espécie arbórea ou arbustiva originária da região mediterrânica. É uma planta aromática de grande importância histórica e cultural, utilizada desde a Antiguidade como símbolo de honra e vitória, além de ser amplamente cultivada para fins culinários, ornamentais e medicinais.

2. Importância económica

As folhas do loureiro são utilizadas como condimento em gastronomia, frescas ou secas, sendo um dos aromáticos mais consumidos na Europa. A planta é também valorizada na indústria de óleos essenciais, cosmética e fitoterapia. O loureiro é ainda amplamente utilizado em jardins e sebes devido ao seu porte elegante e resistência. A produção comercial concentra‑se sobretudo na região mediterrânica.

3. Caracterização botânica

Árvore ou arbusto perene, de crescimento lento, podendo atingir 5–15 m de altura. As folhas são simples, coriáceas, lanceoladas, brilhantes e muito aromáticas. As flores são pequenas, amarelo‑pálidas, agrupadas em inflorescências axilares. O fruto é uma drupa ovóide, negra quando madura. O sistema radicular é robusto e bem adaptado a solos secos e pedregosos.

4. Exigências edafoclimáticas

O loureiro adapta‑se bem a climas mediterrânicos, com verões quentes e secos e invernos suaves. Tolera geadas ligeiras, mas é sensível a frio intenso prolongado. Prefere solos bem drenados, de textura média, ricos em matéria orgânica, com pH entre 6,0 e 7,5. Suporta períodos de seca, embora beneficie de rega moderada em climas mais secos.

5. Principais pragas

  • Cochonilhas (Coccus hesperidum, Saissetia oleae): melada e fumagina.
  • Pulgões (Aphis spp.): enrolamento foliar e redução do vigor.
  • Ácaros (Tetranychus spp.): cloroses e teias finas em condições secas.
  • Mosca‑do‑loureiro (Phytomyza lauricola): galerias em folhas jovens.
  • Nemátodos (Meloidogyne spp.): galhas radiculares e declínio da planta.

6. Principais doenças

  • Mancha foliar (Colletotrichum spp., Phyllosticta spp.): lesões irregulares e queda foliar.
  • Podridões radiculares (Phytophthora spp.): murchidão e morte de plantas em solos encharcados.
  • Cancros e necroses de ramos (Botryosphaeria spp.): secura de ramos e declínio.
  • Oídio (Erysiphe spp.): revestimento branco em condições quentes e secas.
  • Podridões pós‑colheita em folhas armazenadas (Botrytis cinerea).

7. Gestão cultural geral

Inclui a plantação em locais bem drenados e soalheiros, poda de formação e limpeza para melhorar a circulação de ar, rega moderada em períodos secos e monitorização de cochonilhas e ácaros. A remoção de folhas e ramos infestados reduz a pressão de pragas e doenças. A colheita das folhas deve ser feita de forma seletiva, preferencialmente em plantas adultas e saudáveis.


Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database. Laurus nobilis – pests and diseases.
  • CABI Invasive Species Compendium. Laurus nobilis – datasheets.
  • Rivera, D., et al. (2014). Edible and Aromatic Plants of the Mediterranean. Springer.
  • Pignatti, S., Guarino, R., & La Rosa, M. (2017). Flora d’Italia (2.ª ed.). Edagricole.
  • Baser, K. H. C., & Buchbauer, G. (Eds.). (2015). Handbook of Essential Oils: Science, Technology, and Applications. CRC Press.

 

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