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    Busseola fusca

    1. Identificação

    • Nome comum: Broca‑africana‑do‑caule‑do‑milho
    • Nome científico: Busseola fusca (Fuller)
    • Ordem: Lepidoptera
    • Família: Noctuidae

    2. Descrição da praga

    • Adultos: Traças de médio porte (≈ 25–30 mm de envergadura); asas anteriores acastanhadas a cinzentas; asas posteriores mais claras.
    • Larvas: Lagartas creme a rosadas, com pequenas manchas escuras; cabeça castanha; até 30–40 mm de comprimento; desenvolvem‑se no interior do caule.
    • Ovos: Depositados em massas, geralmente entre as bainhas foliares.

    3. Hospedeiros principais

    • Milho (Zea mays).
    • Sorgo (Sorghum bicolor).
    • Outras gramíneas cultivadas e espontâneas com menor importância.

    4. Sintomas e danos

    • Perfurações nas folhas jovens, formando “janelações” típicas.
    • Perfuração e destruição do meristema apical (“coração morto”).
    • Galerias internas no caule, reduzindo o transporte de água e nutrientes.
    • Quebra do caule e acamamento em ataques severos.
    • Redução significativa da produção devido à menor formação de espigas.

    5. Ciclo biológico

    • Inverno passado como larva no interior do caule ou em restos culturais.
    • Adultos emergem na primavera e verão.
    • Fêmeas ovipositam entre as bainhas foliares.
    • Lagartas penetram rapidamente no caule, onde completam o desenvolvimento.
    • Pupação no interior do caule ou no solo.
    • 2 a 3 gerações anuais, dependendo das condições climáticas.

    6. Monitorização

    • Observação de perfurações e “janelações” nas folhas jovens.
    • Abertura de caules para deteção de galerias e lagartas.
    • Monitorização de adultos com armadilhas luminosas ou feromonas (onde disponíveis).
    • Registo histórico da exploração para previsão de risco.

    7. Medidas de gestão

    • Culturais: Destruição de restos culturais; rotação de culturas; sementeiras escalonadas; escolha de variedades menos suscetíveis.
    • Biológicas: Conservação de parasitoides naturais (ex.: Cotesia sesamiae); utilização de agentes biológicos onde disponíveis.
    • Proteção integrada: Intervenção baseada na monitorização; aplicação de métodos seletivos e compatíveis com auxiliares; evitar tratamentos tardios devido à proteção conferida pelo caule às lagartas.

    Referências bibliográficas

    • CABI Invasive Species Compendium – Busseola fusca.
    • EPPO Global Database – Busseola fusca.
    • Kfir, R. et al. (2002). Maize and sorghum stem borers in Africa.
    • Van den Berg, J. (2017). Ecology and management of Busseola fusca.

     

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