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Rosa spp.

1. Identificação e origem

As roseiras (Rosa spp.) pertencem à família Rosaceae e incluem um conjunto vasto de espécies e híbridos cultivados principalmente pelas suas flores ornamentais. A origem do género encontra-se distribuída pelo hemisfério Norte, com centros de diversidade na Europa, Ásia Ocidental e Extremo Oriente. A domesticação e hibridação intensiva ao longo de séculos originaram milhares de cultivares utilizados em jardins, produção comercial de flor de corte e indústria de essências.

2. Importância económica

A roseira é uma das culturas ornamentais mais importantes a nível mundial, destacando‑se na produção de flor de corte, plantas ornamentais e extração de óleo essencial. As espécies mais utilizadas para este fim são Rosa damascena Mill. e Rosa centifolia L., reconhecidas pela elevada qualidade aromática das pétalas.
O mercado global valoriza a diversidade de cores, formas e fragrâncias, sendo uma cultura central na floricultura intensiva, em estufas e ao ar livre. O óleo de rosa é um dos mais valiosos da perfumaria, com elevado valor económico por unidade de peso.

3. Caracterização botânica

As roseiras são arbustos perenes, de porte variável entre 0,5 e 3 metros, com ramos lenhosos geralmente armados de acúleos. As folhas são compostas, alternas, com 5 a 9 folíolos serrados. As flores, isoladas ou em inflorescências, apresentam grande diversidade morfológica devido à hibridação, variando em número de pétalas, cor, forma e fragrância. O fruto, denominado cinórrodo, é uma estrutura carnuda que encerra múltiplas núculas. O sistema radicular é profundo e ramificado, conferindo boa adaptação a diferentes condições edafoclimáticas.

4. Exigências edafoclimáticas

As roseiras desenvolvem-se melhor em climas temperados, com boa exposição solar e circulação de ar. Preferem temperaturas moderadas, sendo sensíveis a calor excessivo e a geadas severas, sobretudo em fases jovens. Adaptam-se a solos férteis, bem drenados, de textura média e pH entre 6,0 e 7,0. A humidade regular favorece a floração contínua, mas o excesso de água predispõe ao desenvolvimento de doenças fúngicas. A cultura beneficia de fertilização equilibrada e podas regulares para renovação da estrutura vegetativa.

5. Principais pragas

  • Pulgões (Macrosiphum rosae, Aphis spp.) — sucção de seiva, deformações e transmissão de viroses
  • Ácaro‑vermelho (Tetranychus urticae) — cloroses e redução da fotossíntese
  • Tripes (Frankliniella occidentalis) — danos em pétalas e botões florais
  • Mosca‑branca (Trialeurodes vaporariorum) — sucção de seiva e fumagina associada
  • Gorgulho da roseira (Otiorhynchus sulcatus) — danos radiculares e entalhes foliares

6. Principais doenças

  • Oídio (Podosphaera pannosa) — revestimento branco e deformações foliares
  • Mancha‑negra (Diplocarpon rosae) — necroses circulares e desfolha severa
  • Ferrugem (Phragmidium spp.) — pústulas alaranjadas na página inferior das folhas
  • Míldio (Peronospora sparsa) — manchas irregulares e necroses
  • Podridões por Botrytis cinerea — danos em botões e flores, sobretudo em ambientes húmidos

7. Gestão cultural geral

A gestão da roseira baseia-se em práticas que promovem boa ventilação, equilíbrio vegetativo e redução da pressão de pragas e doenças. A poda anual é essencial para renovar ramos produtivos, melhorar a penetração de luz e estimular a floração. A irrigação deve ser regular, evitando molhar a folhagem para reduzir o risco de oídio e mancha‑negra. A fertilização equilibrada, com fornecimento adequado de azoto, fósforo e potássio, favorece o vigor e a produção de flores. A monitorização frequente permite detetar precocemente pragas como pulgões, tripes e ácaros, bem como doenças fúngicas comuns em ambientes húmidos. A remoção de material infetado e a manutenção de boa higiene cultural são fundamentais para reduzir a incidência de patógenos.


Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Rosa spp.
  • CABI – Crop Protection Compendium – Rosa spp.
  • Byrne, D. H., et al. (2010). Rose. In: Badenes, M. L., & Byrne, D. H. (eds.). Fruit Breeding. Springer.
  • Debener, T., & Linde, M. (2009). Exploring complex ornamental genomes: The rose as a model plant. Critical Reviews in Plant Sciences, 28(4), 267–280.
  • Cairns, T. (2000). Modern Roses XI: The World Encyclopedia of Roses. Academic Press.

 

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