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Brassica napus

1. Identificação e origem

A colza (Brassica napus L.) é uma planta anual da família Brassicaceae, resultante de hibridação natural entre Brassica rapa L. e Brassica oleracea L. É originária da Europa e Ásia Ocidental, sendo atualmente uma das principais oleaginosas cultivadas no mundo, especialmente em climas temperados.

2. Importância económica

A colza é cultivada sobretudo para produção de óleo alimentar e industrial, incluindo biodiesel.
O farelo resultante da extração de óleo é utilizado como fonte proteica em alimentação animal.
As variedades modernas de colza “duplo zero” (baixo teor de ácido erúcico e glucosinolatos) aumentaram significativamente o valor alimentar e comercial da cultura.
Tem ainda importância em rotações agrícolas, contribuindo para a estruturação do solo e redução de pragas de cereais.

3. Caracterização botânica

Planta anual de porte ereto, com 1–1,5 m de altura.
As folhas são alternas, glaucas, com limbo inteiro ou lobado.
As flores são amarelas, típicas das Brassicaceae, reunidas em racimos.
Os frutos são síliquas alongadas contendo numerosas sementes esféricas, ricas em óleo.
O sistema radicular é pivotante, com boa capacidade de exploração do solo.

4. Exigências edafoclimáticas

Prefere climas temperados frescos, sendo cultivada como cultura de outono‑inverno em muitas regiões.
Desenvolve‑se melhor em solos profundos, férteis, bem drenados, com pH entre 6,0 e 7,5.
É sensível ao encharcamento e beneficia de boa disponibilidade hídrica durante a floração e enchimento das sementes.
Tolera geadas moderadas após estabelecimento.

5. Principais pragas

  • Gorgulho‑da‑colza (Ceutorhynchus assimilis): danos nas síliquas e perda de sementes.
  • Altica (Phyllotreta spp.): perfurações foliares em plântulas.
  • Mosca‑da‑couve (Delia radicum): danos radiculares e redução de vigor.
  • Pulgões (Aphididae): sucção de seiva e transmissão de viroses.
  • Lagartas de lepidópteros (Plutella xylostella, Pieris spp.): desfolha e redução de produtividade.

6. Principais doenças

  • Potra ou hérnia das crucíferas (Plasmodiophora brassicae): deformações radiculares e declínio.
  • Alternariose (Alternaria brassicae, A. brassicicola): manchas foliares e perdas em sementes.
  • Míldio (Hyaloperonospora brassicae): manchas cloróticas e necrose.
  • Podridão branca (Sclerotinia sclerotiorum): murchidão e podridão do colo.
  • Cancro do caule (Leptosphaeria maculans): necroses e quebra de colmos.

7. Gestão cultural geral

A gestão inclui escolha de variedades adaptadas, sementeira em época adequada, densidade equilibrada e fertilização ajustada, sobretudo em azoto e enxofre.
A rotação de culturas é essencial para reduzir pressão de doenças do solo, especialmente Plasmodiophora brassicae.
A monitorização de alticas, gorgulho e pulgões é crítica nas fases iniciais.
A colheita deve ser realizada quando as síliquas atingem maturação fisiológica, evitando perdas por deiscência.


Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Brassica napus.
  • CABI Crop Compendium – Brassica napus.
  • Kimber, D., & McGregor, D. I. (1995). Brassica Oilseeds: Production and Utilization. CAB International.
  • Rimmer, S. R. et al. (2007). Compendium of Brassica Diseases. APS Press.
  • Friedt, W. et al. (2018). Oilseed rape breeding. Springer.

 

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