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    Abelmoschus esculentus

    1. Identificação e origem

    O quiabo [Abelmoschus esculentus (L.) Moench] é uma espécie hortícola anual da família Malvaceae, originária da África Oriental e amplamente cultivada em regiões tropicais, subtropicais e mediterrânicas. É valorizado pelos frutos imaturos, consumidos frescos ou processados. Em Portugal, o cultivo ocorre sobretudo em pequenas explorações e hortas especializadas, em zonas de clima quente.

    2. Importância económica

    O quiabo é uma cultura de interesse crescente devido à procura em mercados étnicos e à sua utilização culinária diversificada. Os frutos são ricos em fibras, mucilagem, vitaminas e minerais. A cultura apresenta boa produtividade em climas quentes, podendo ser integrada em sistemas hortícolas intensivos ou semi‑intensivos. O mercado fresco é o principal destino, mas existe também utilização em conservas e congelados.

    3. Caracterização botânica

    O quiabo apresenta características típicas das Malvaceae:

    • Planta anual, ereta, com 1–2 m de altura
    • Folhas grandes, palmadas, com 5–7 lóbulos
    • Flores grandes, amarelas, com centro púrpura
    • Frutos cápsulas alongadas, pentagonais ou octogonais, colhidas imaturas
    • Sementes esféricas, ricas em óleo
    • Sistema radicular profundo, conferindo tolerância moderada à seca

    A mucilagem presente nos frutos é uma característica distintiva e valorizada.

    4. Exigências edafoclimáticas

    O quiabo é uma cultura de clima quente:

    • Temperatura ótima: 25–35 °C
    • Sensível ao frio e geadas
    • Prefere solos bem drenados, de textura franca a franco‑arenosa
    • pH entre 6,0 e 7,5
    • Necessita de boa luminosidade
    • Tolerância moderada à seca, mas responde bem à rega regular

    Em climas mediterrânicos, o cultivo decorre na primavera‑verão.

    5. Principais pragas

    • Pulgões (Aphididae): enrolamento foliar e transmissão de viroses
    • Mosca‑branca (Bemisia tabaci): sucção de seiva e viroses
    • Tripes (Frankliniella occidentalis): danos florais e cicatrizes nos frutos
    • Ácaros (Tetranychus urticae): cloroses e necroses foliares
    • Lagartas (Helicoverpa armigera, Spodoptera spp.): perfurações e desfolha
    • Nemátodos (Meloidogyne spp.): galhas radiculares e declínio vegetativo

    6. Principais doenças

    • Oídio (Erysiphe spp.): manchas brancas e redução da fotossíntese
    • Míldio (Peronospora spp.): manchas angulares e necroses
    • Podridões radiculares (Fusarium spp., Rhizoctonia solani, Pythium spp.): murchidão e falhas de desenvolvimento
    • Mancha foliar por Cercospora spp.: lesões circulares e queda de folhas
    • Vírus transmitidos por pulgões e mosca‑branca (ex.: BYMV, CMV): mosaicos, deformações e redução da produtividade

    7. Gestão cultural geral

    A gestão do quiabo baseia‑se em práticas integradas que incluem a sementeira em solo quente ou a produção de plântulas em estufa, seguida de uma rotação de culturas adequada para reduzir a pressão de nemátodos e fungos do solo. A rega deve ser regular, evitando encharcamentos, e a fertilização equilibrada, com especial atenção ao azoto para prevenir crescimento vegetativo excessivo. É essencial a monitorização frequente de pulgões, mosca‑branca e ácaros, bem como a remoção das folhas basais para melhorar a ventilação e reduzir a incidência de doenças. A colheita deve ser frequente, diária ou a cada dois dias, para evitar a lignificação dos frutos, e a utilização de cultivares adaptadas ao clima local contribui para maior produtividade e sanidade da cultura.


    Referências bibliográficas

    • EPPO Global Database – Abelmoschus esculentus
    • CABI – Crop Protection Compendium – Abelmoschus esculentus
    • FAO (2020). Tropical Vegetable Production Manual.
    • Sharma, B. R., et al. (2017). Okra production and protection. Acta Horticulturae.
    • Singh, V., et al. (2014). Diseases of okra and their management. Horticultural Reviews.
    • Kumar, R., et al. (2015). Insect pests of okra and control strategies. In: Vegetable Crop Protection. Springer.

     

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