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Cneorhinus serranoi

1. Identificação

  • Nome comum: Escaravelho‑rosado‑esmeralda
  • Nome científico: Cneorhinus serranoi (Gómez & Sánchez‑Ruiz)
  • Ordem: Coleoptera
  • Família: Curculionidae

2. Descrição da praga

  • Adultos: Gorgulhos de 4–6 mm; corpo robusto, coloração rosada a esverdeada com reflexos metálicos; revestimento de escamas finas que conferem o aspeto “esmeralda”; rostro curto; antenas geniculadas típicas dos curculionídeos.
  • Larvas: Ápodas, esbranquiçadas, corpo curvo, cabeça castanha; desenvolvem‑se no solo alimentando‑se de raízes jovens.
  • Pupas: Formadas no solo, em pequenas câmaras terrosas.
  • Ovos: Depositados no solo ou na base das plantas hospedeiras.

3. Hospedeiros principais

  • Arbustos mediterrânicos, sobretudo Cistus spp. (estevas) e Halimium spp.
  • Plantas aromáticas lenhosas como Lavandula spp. (alfazemas), Rosmarinus officinalis (alecrim) e Thymus spp. (tomilhos).
  • Ornamentais de jardim e viveiro, incluindo Viburnum, Photinia, Pittosporum e Euonymus.
  • Arbustos autóctones como Arbutus unedo (medronheiro), Myrtus communis (murta) e Pistacia lentiscus (aroeira).

4. Sintomas e danos

  • Adultos alimentam‑se das folhas, provocando entalhes semicirculares nas margens.
  • Danos foliares estéticos que podem comprometer o valor ornamental das plantas.
  • Larvas alimentam‑se das raízes, reduzindo o vigor e podendo causar murchidão ou atraso de crescimento.
  • Em plantas jovens, ataques intensos podem levar à morte devido à perda de raízes finas.
  • Danos mais severos em solos leves e húmidos, favoráveis ao desenvolvimento larvar.

5. Ciclo biológico

  • Uma geração anual, podendo ocorrer variações consoante o clima.
  • Adultos ativos sobretudo na primavera e início do verão.
  • Postura no solo; larvas desenvolvem‑se alimentando‑se de raízes até ao outono.
  • Larvas hibernam no solo e pupam na primavera seguinte.
  • Desenvolvimento favorecido por solos húmidos e temperaturas amenas.

6. Monitorização

  • Observação de entalhes semicirculares nas margens das folhas.
  • Inspeção da base das plantas para sinais de murchidão ou crescimento reduzido.
  • Avaliação do sistema radicular em plantas suspeitas.
  • Monitorização reforçada em viveiros e áreas com historial da praga.

7. Medidas de gestão

  • Culturais: Remoção de plantas muito afetadas; melhoria da drenagem do solo; evitar regas excessivas.
  • Preventivas: Utilização de substratos limpos em viveiros; inspeção de plantas adquiridas; evitar introdução de solo contaminado.
  • Proteção integrada: Intervenção apenas quando necessário; práticas que reduzam a humidade excessiva; monitorização regular em plantas jovens e ornamentais.

Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Cneorhinus serranoi.
  • Gómez, J. & Sánchez‑Ruiz, M. (2005). Descrição e distribuição de Cneorhinus serranoi.
  • CABI datasheets de Curculionidae (referências gerais para o grupo).

 

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