DESDE 1994! Somos especialistas em protecção de plantas em Agricultura Biológica e Produção Integrada.

30 anos PME Líder’24
Inseticidas Biológicos e Vegetais Fungicidas e Elicitores Confusão Sexual Armadilhas, Atrativos e Feromonas Biofertilizantes

 


    Agriotes spp.

    1. Identificação

    • Nome comum: Alfinetes, larvas‑arame
    • Nome científico: Agriotes spp. (Eschscholtz)
    • Espécies de maior importância agronómica [ex.: Agriotes lineatus (Linnaeus), Agriotes obscurus (Linnaeus), Agriotes sputator (Linnaeus), Agriotes ustulatus (Schäller)]
    • Ordem: Coleoptera
    • Família: Elateridae

    2. Descrição da praga

    • Adultos: Besouros alongados, castanhos a acastanhados; corpo rígido; capacidade de “clicar” quando virados de costas.
    • Larvas (alfinetes): Corpo cilíndrico, rígido e brilhante; coloração amarelo‑acastanhada; cabeça escura; até 25 mm de comprimento.
    • Pupas: Desenvolvem‑se no solo, em câmaras pouco profundas.

    3. Hospedeiros principais

    • Hortícolas (batata, cenoura, cebola, beterraba).
    • Milho e outros cereais.
    • Viveiros e culturas jovens sensíveis no solo.
    • Diversas plantas espontâneas e gramíneas que favorecem a manutenção das populações.

    4. Sintomas e danos

    • Perfurações profundas em tubérculos e raízes.
    • Danos internos em batata, reduzindo valor comercial.
    • Corte ou destruição de plântulas jovens ao nível do colo.
    • Redução de estande em culturas de sementeira direta.
    • Danos mais severos em solos com elevada matéria orgânica ou após pousio com vegetação densa.

    5. Ciclo biológico

    • Ciclo plurianual, geralmente 3 a 5 anos.
    • Adultos emergem na primavera e depositam ovos no solo.
    • Larvas permanecem no solo durante vários anos, alimentando‑se de raízes e tecidos subterrâneos.
    • Pupação ocorre no verão, com adultos a emergirem no ano seguinte.
    • Populações favorecidas por solos húmidos, ricos em matéria orgânica e com presença de gramíneas.

    6. Monitorização

    • Armadilhas de feromonas para captura de adultos.
    • Amostragem do solo para deteção de larvas.
    • Observação de falhas de emergência e sintomas de corte em plântulas.
    • Registo histórico de parcelas com incidência recorrente.

    7. Medidas de gestão

    • Culturais: Rotação de culturas; evitar sementeiras em solos com historial elevado; mobilizações superficiais para expor larvas; gestão de infestantes e gramíneas.
    • Biológicas: Promoção de predadores naturais do solo (carabídeos, estafilinídeos).
    • Proteção integrada: Utilização de iscos para avaliação de risco; intervenção apenas quando os níveis populacionais justificam; preferência por métodos seletivos e compatíveis com auxiliares.

    Referências bibliográficas

    • Furlan, L. (2004). The biology of Agriotes spp. and implications for integrated pest management. IOBC/WPRS.
    • EPPO Global Database – Agriotes spp.
    • CABI Invasive Species Compendium – Agriotes spp.
    • Vernon, R. S., & van Herk, W. G. (2013). Wireworms as pests of potato. American Journal of Potato Research.
    • Parker, W. E., & Howard, J. J. (2001). The biology and management of wireworms. Agricultural Zoology Reviews.
    • Furlan, L., & Tóth, M. (2007). Monitoring of Agriotes species with pheromone traps. Journal of Applied Entomology.

     

    Produto Fitofarmacêutico

    Os produtos fitofarmacêuticos requerem Cartão de Aplicador ou Cartão de Técnico Responsável.

    • Adicionar ao Carrinho

      Poderá utilizar o cartão de outra pessoa, desde que a mesma se responsabilize pela aplicação do tratamento.
      Consulte aqui a Lei n.º 26/2013 de 11 de abril (Distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos).

      * Campos de preenchimento obrigatório
    Subscreva a nossa Newsletter