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Blissus insularis

1. Identificação

  • Nome comum: Percevejo‑do‑sul
  • Nome científico: Blissus insularis (Barber)
  • Ordem: Hemiptera
  • Família: Blissidae

2. Descrição da praga

  • Adultos pequenos (4–5 mm), corpo estreito e coloração castanho‑clara a escura
  • Ninfas de coloração mais clara, passando de amarelo‑alaranjado a castanho
  • Aparelho bucal perfurador‑sugador, alimentando‑se da seiva das gramíneas
  • Geralmente encontrado na base das plantas, próximo ao solo
  • Movimentação rápida e comportamento gregário

3. Hospedeiros principais

  • Relvados e gramíneas ornamentais, especialmente: Stenotaphrum secundatum (Escalracho) — principal hospedeiro; Outras gramíneas de clima quente
  • Pode ocorrer em jardins, campos desportivos e áreas urbanas com relvados

4. Sintomas e danos

  • Manchas amareladas irregulares no relvado, que evoluem para tons castanhos
  • Secura e morte de tufos de relva
  • Danos iniciam‑se na base das plantas, dificultando a deteção precoce
  • Em ataques severos, grandes áreas do relvado ficam destruídas
  • Aumento da suscetibilidade a stress hídrico e térmico

5. Ciclo biológico

  • Múltiplas gerações por ano em clima quente
  • Ovos depositados na base das plantas ou no solo
  • Ninfas desenvolvem‑se em 4–5 ínstares antes de atingir a fase adulta
  • Ciclo favorecido por temperaturas elevadas e baixa humidade no solo
  • Populações atingem picos no verão e início do outono

6. Monitorização

  • Observação de manchas amareladas iniciais no relvado
  • Inspeção da base das plantas para deteção de ninfas e adultos
  • Agitar a relva sobre uma bandeja branca para facilitar a visualização
  • Monitorização intensiva durante o verão
  • Avaliação da densidade populacional para determinar necessidade de intervenção

7. Medidas de gestão

  • Culturais: aumento da altura de corte, melhoria da irrigação, remoção de palha acumulada (thatch) e promoção de relvados vigorosos.
  • Biológicas: conservação de predadores naturais e utilização de entomopatógenos quando autorizado.
  • Proteção integrada: monitorização regular, intervenções dirigidas apenas quando necessário, utilização criteriosa de inseticidas autorizados e integração com práticas culturais para reduzir a pressão populacional.

Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Blissus spp.
  • CABI Invasive Species Compendium – B. insularis
  • Reinert, J. A. et al. (2011). Biology and management of southern chinch bug.
  • Kerr, S. H. et al. (1966). Damage and ecology of Blissus insularis in turfgrass.
  • DGAV – Alerta Fitossanitário: Presença de Blissus insularis em Portugal (2023).
  • DGAV – Autorização Excecional de Emergência 2023/18 para controlo de Blissus insularis em relvados [Art.º 53 do Reg. (CE) 1107/2009].

 

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