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Ulmus spp.

1. Identificação e origem

Os ulmeiros (Ulmus spp.) são árvores caducifólias da família Ulmaceae, distribuídas pela Europa, Ásia e América do Norte. Em Portugal, destacam‑se Ulmus minor Mill. (ulmeiro‑europeu), Ulmus glabra Huds. (ulmeiro‑da‑montanha) e Ulmus laevis Pall. (ulmeiro‑branco). Tradicionalmente utilizados em alinhamentos urbanos, sistemas agroflorestais e como árvores de sombra, sofreram declínio acentuado devido à Doença Holandesa ou Grafiose dos ulmeiros.

2. Importância económica

Historicamente, os ulmeiros tiveram grande importância em arborização urbana, produção de madeira e sistemas agrícolas tradicionais. Atualmente, o valor económico é limitado devido à elevada mortalidade causada pela Doença Holandesa do Ulmeiro. Persistem, contudo, como espécies relevantes para conservação genética, biodiversidade e recuperação ecológica.

3. Caracterização botânica

Os ulmeiros são árvores de porte médio a grande, atingindo 20–35 m de altura. As folhas são simples, alternas, ovadas, com margem serrada e base assimétrica. As flores são pequenas, apétalas, surgindo antes da folhagem. Os frutos são sâmaras aladas, dispersas pelo vento. O sistema radicular é profundo e vigoroso, conferindo boa resistência mecânica.

4. Exigências edafoclimáticas

Os ulmeiros adaptam‑se a climas temperados, tolerando frio invernal e verões moderados. Preferem solos profundos, frescos e bem drenados, com pH entre 6,0 e 7,5. São sensíveis a secas prolongadas e a encharcamento. Desenvolvem‑se bem em margens de rios, vales e solos férteis.

5. Principais pragas

  • Escaravelhos escolitídeos dos ulmeiros (Scolytus scolytus, Scolytus multistriatus) — perfurações no lenho e vetores da Doença Holandesa do Ulmeiro
  • Afídeos (Tetraneura ulmi) — galhas foliares e redução do vigor
  • Lagartas desfolhadoras (Operophtera brumata, Colotois pennaria) — perda de área foliar
  • Gorgulhos (Rhynchaenus ulmi) — galerias em folhas jovens
  • Nemátodos do solo (Pratylenchus spp.) — redução do vigor radicular

6. Principais doenças

  • Doença Holandesa do Ulmeiro (Ophiostoma ulmi, Ophiostoma novo‑ulmi) — murchidão vascular letal, transmitida por escaravelhos Scolytus spp.
  • Cancros do tronco (Nectria spp.) — lesões corticosas e declínio
  • Oídio (Erysiphe ulmi) — revestimento branco e redução da fotossíntese
  • Manchas foliares (Phloeospora ulmi) — necroses e queda prematura das folhas
  • Podridões radiculares (Armillaria spp.) — declínio progressivo e morte da árvore

7. Gestão cultural geral

A gestão dos ulmeiros centra‑se na prevenção da Doença Holandesa do Ulmeiro, incluindo remoção de madeira infetada, monitorização de escaravelhos Scolytus spp. e utilização de cultivares tolerantes. A poda deve ser realizada fora do período de voo dos vetores. A manutenção de solos frescos e bem drenados favorece a vitalidade das árvores. Em arborização urbana, recomenda‑se diversificação de espécies para reduzir riscos sanitários.


Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Ulmus spp.
  • CABI – Crop Protection Compendium – Ulmus spp.
  • Brasier, C. M. (2000). The rise of the hybrid Ophiostoma novo‑ulmi. Plant Pathology, 49, 1–11.
  • Solla, A. et al. (2005). Influence of plant age on susceptibility of Ulmus minor to Dutch elm disease. Forest Pathology, 35, 421–430.
  • Richens, R. H. (1983). Elm. Cambridge University Press.

 

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