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Gerbera spp.

1. Identificação e origem

O género Gerbera spp., pertencente à família Asteraceae, inclui cerca de 30 espécies nativas da África Austral, Madagáscar e Ásia tropical. As espécies mais utilizadas em floricultura são Gerbera jamesonii Bolus ex Hook.f. e Gerbera viridifolia (DC.) Sch.Bip., cuja hibridação originou a maioria das cultivares modernas de gerbera de corte e vaso. A cultura expandiu‑se globalmente devido à elevada diversidade de cores, ao valor ornamental e à boa adaptabilidade a cultivo protegido.

2. Importância económica

A gerbera é uma das flores de corte mais comercializadas no mundo, destacando‑se pela elevada durabilidade pós‑colheita, ampla gama de cores e grande procura em floricultura ornamental. Países como Holanda, Itália, Israel, Quénia e Colômbia são grandes produtores. Também é amplamente cultivada como planta ornamental em vaso e jardim.

3. Caracterização botânica

Planta herbácea perene, com roseta basal de folhas inteiras ou lobadas, pubescentes e de textura firme. As inflorescências são capítulos solitários, sustentados por hastes florais longas e rígidas. As flores liguladas apresentam grande diversidade de cores e formas (simples, semi‑duplas e duplas). O sistema radicular é fasciculado e sensível a encharcamento.

4. Exigências edafoclimáticas

Prefere climas amenos, com temperaturas entre 18–24 °C e elevada luminosidade difusa. É sensível a extremos térmicos, humidade excessiva e má drenagem. Exige solos leves, bem drenados, ricos em matéria orgânica e com pH entre 5,5 e 6,5. Em cultivo protegido, requer ventilação adequada, rega controlada e substratos arejados.

5. Principais pragas

  • Tripes (Frankliniella occidentalis): deformações florais e transmissão de vírus.
  • Mosca‑branca (Trialeurodes vaporariorum, Bemisia tabaci): sucção de seiva e melada.
  • Ácaros (Tetranychus urticae): cloroses e teias.
  • Afídeos (Aphis gossypii, Myzus persicae): enrolamento foliar e transmissão de vírus.
  • Fungos do solo atraindo mosquitos‑do‑fungo (Sciaridae): danos radiculares em plântulas.

6. Principais doenças

  • Oídio (Golovinomyces cichoracearum): revestimento branco nas folhas.
  • Botrytis (Botrytis cinerea): podridões florais e foliares em ambientes húmidos.
  • Murchidão por Fusarium (Fusarium oxysporum f. sp. gerberae): necroses vasculares e morte de plantas.
  • Podridões (Phytophthora spp.): podridão radicular em solos encharcados.
  • Vírus (TSWV, INSV): mosaicos, necroses e deformações.

7. Gestão cultural geral

Inclui a escolha de cultivares adaptadas ao sistema de produção (corte ou vaso), utilização de substratos bem drenados, rega moderada e frequente, ventilação adequada em estufa, adubação equilibrada, monitorização de pragas e doenças e remoção de flores e folhas danificadas. A prevenção de doenças do solo é essencial, recorrendo a drenagem eficiente, desinfeção de substratos e práticas de higiene cultural.


Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database. Gerbera spp. – pests and diseases.
  • CABI Invasive Species Compendium. Gerbera jamesonii – datasheets.
  • Larsen, F. E., & Garton, S. (2011). Gerbera production guide. Washington State University Extension.
  • Dole, J. M., & Wilkins, H. F. (2005). Floriculture: Principles and Species. Prentice Hall.
  • Kumar, R., et al. (2012). Diseases of gerbera and their management. Indian Phytopathology.

 

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