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O trigo (Triticum spp.) é um género de gramíneas da família Poaceae, que inclui espécies cultivadas desde o Neolítico. As espécies mais relevantes agronomicamente são Triticum aestivum L. (trigo mole ou pão), Triticum durum Desf. (trigo duro) e, em menor escala, Triticum monococcum L. e Triticum dicoccum Schrank. O trigo teve origem no Crescente Fértil e disseminou‑se globalmente como uma das principais culturas alimentares.
O trigo é uma das culturas mais importantes do mundo, base alimentar de grande parte da população. T. aestivum é utilizado sobretudo para panificação, pastelaria e rações, enquanto T. durum é essencial para massas alimentícias e sêmolas. Em Portugal, o trigo duro tem maior expressão no Alentejo, enquanto o trigo mole é cultivado em várias regiões de sequeiro e regadio. O seu valor económico resulta da elevada procura, versatilidade industrial e importância estratégica na segurança alimentar.
As plantas de Triticum spp. são anuais, com colmos ocos e folhas lineares alternas. A inflorescência é uma espiga composta por espiguetas dispostas ao longo do ráquis. Os grãos são cariopses ricas em amido e proteínas (particularmente gluteninas e gliadinas). O sistema radicular é fasciculado, profundo e eficiente na exploração de água em solos de sequeiro. A morfologia e o ciclo variam entre espécies e cultivares, influenciando a adaptação climática.
O trigo adapta‑se a climas temperados e mediterrânicos, com boa tolerância ao frio invernal. Prefere solos bem drenados, de textura média, com pH entre 6,0 e 7,5. É sensível ao encharcamento e à acidez elevada. A produtividade é favorecida por precipitação outono‑invernal adequada, temperaturas moderadas durante o enchimento do grão e boa disponibilidade de azoto. O trigo duro exige condições mais quentes e secas na fase final do ciclo.
A gestão do trigo baseia‑se na escolha de cultivares adaptados ao clima e ao sistema de produção (sequeiro ou regadio). A rotação de culturas é essencial para reduzir pressão de doenças foliares e do solo. A fertilização azotada deve ser equilibrada e ajustada ao potencial produtivo. A semente certificada e tratada reduz riscos de doenças iniciais. A monitorização de ferrugens, septoriose e pulgões é crítica em fases sensíveis. A colheita deve ocorrer quando o grão atinge humidade adequada para armazenamento seguro.
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Poderá utilizar o cartão de outra pessoa, desde que a mesma se responsabilize pela aplicação do tratamento.
Consulte aqui a Lei n.º 26/2013 de 11 de abril (Distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos).
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