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Triticum spp.

1. Identificação e origem

O trigo (Triticum spp.) é um género de gramíneas da família Poaceae, que inclui espécies cultivadas desde o Neolítico. As espécies mais relevantes agronomicamente são Triticum aestivum L. (trigo mole ou pão), Triticum durum Desf. (trigo duro) e, em menor escala, Triticum monococcum L. e Triticum dicoccum Schrank. O trigo teve origem no Crescente Fértil e disseminou‑se globalmente como uma das principais culturas alimentares.

2. Importância económica

O trigo é uma das culturas mais importantes do mundo, base alimentar de grande parte da população. T. aestivum é utilizado sobretudo para panificação, pastelaria e rações, enquanto T. durum é essencial para massas alimentícias e sêmolas. Em Portugal, o trigo duro tem maior expressão no Alentejo, enquanto o trigo mole é cultivado em várias regiões de sequeiro e regadio. O seu valor económico resulta da elevada procura, versatilidade industrial e importância estratégica na segurança alimentar.

3. Caracterização botânica

As plantas de Triticum spp. são anuais, com colmos ocos e folhas lineares alternas. A inflorescência é uma espiga composta por espiguetas dispostas ao longo do ráquis. Os grãos são cariopses ricas em amido e proteínas (particularmente gluteninas e gliadinas). O sistema radicular é fasciculado, profundo e eficiente na exploração de água em solos de sequeiro. A morfologia e o ciclo variam entre espécies e cultivares, influenciando a adaptação climática.

4. Exigências edafoclimáticas

O trigo adapta‑se a climas temperados e mediterrânicos, com boa tolerância ao frio invernal. Prefere solos bem drenados, de textura média, com pH entre 6,0 e 7,5. É sensível ao encharcamento e à acidez elevada. A produtividade é favorecida por precipitação outono‑invernal adequada, temperaturas moderadas durante o enchimento do grão e boa disponibilidade de azoto. O trigo duro exige condições mais quentes e secas na fase final do ciclo.

5. Principais pragas

  • Pulgão‑dos‑cereais (Sitobion avenae, Rhopalosiphum padi) — sucção de seiva e transmissão de viroses
  • Gorgulho‑do‑trigo (Sitophilus granarius) — danos em grão armazenado
  • Lagartas desfolhadoras (Helicoverpa armigera, Mythimna unipuncta) — redução da área foliar
  • Mosca‑do‑trigo (Oscinella frit) — danos em plântulas e perfilhos
  • Nemátodos (Heterodera avenae) — quistos radiculares e redução do vigor

6. Principais doenças

  • Ferrugem‑parda (Puccinia triticina) — pústulas foliares e perda de produtividade
  • Ferrugem‑amarela (Puccinia striiformis) — estrias amarelas e necroses
  • Septoriose (Zymoseptoria tritici) — manchas foliares e redução da fotossíntese
  • Fusariose da espiga (Fusarium graminearum, F. culmorum) — branqueamento da espiga e micotoxinas
  • Oídio (Blumeria graminis f. sp. tritici) — revestimento branco e redução do vigor

7. Gestão cultural geral

A gestão do trigo baseia‑se na escolha de cultivares adaptados ao clima e ao sistema de produção (sequeiro ou regadio). A rotação de culturas é essencial para reduzir pressão de doenças foliares e do solo. A fertilização azotada deve ser equilibrada e ajustada ao potencial produtivo. A semente certificada e tratada reduz riscos de doenças iniciais. A monitorização de ferrugens, septoriose e pulgões é crítica em fases sensíveis. A colheita deve ocorrer quando o grão atinge humidade adequada para armazenamento seguro.


Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Triticum spp.
  • CABI – Crop Protection Compendium – Triticum spp.
  • Curtis, B. C. et al. (2002). Bread Wheat: Improvement and Production. FAO Plant Production and Protection Series.
  • Shewry, P. R. (2009). Wheat. Journal of Experimental Botany, 60, 1537–1553.
  • Reynolds, M. P. et al. (2012). Improving wheat yield potential. Journal of Experimental Botany, 63, 433–449.

 

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