DESDE 1994! Somos especialistas em protecção de plantas em Agricultura Biológica e Produção Integrada.
O arroz pertence ao género Oryza (família Poaceae), sendo Oryza sativa L. (asiático) e Oryza glaberrima Steud. (africano) as espécies cultivadas mais relevantes. O. sativa terá sido domesticado há cerca de 8–10 mil anos nas regiões húmidas da Ásia (China e Sudeste Asiático), difundindo‑se posteriormente para a Europa, África e Américas. É atualmente uma das culturas alimentares mais importantes do mundo, constituindo a base da dieta de mais de metade da população global.
O arroz é um dos cereais mais produzidos e consumidos a nível mundial, com grande relevância económica e social. Em Portugal, destaca‑se a produção nas regiões do Vale do Tejo, Sado e Mondego. O grão é utilizado para consumo direto, transformação industrial (farinhas, bebidas, produtos extrusados) e alimentação animal. A cultura tem peso significativo no comércio internacional e é estratégica para a segurança alimentar global.
Planta herbácea anual, com colmos ocos e nós bem definidos. As folhas são lineares, com lígula membranosa. A inflorescência é uma panícula composta, onde se desenvolvem as espiguetas que originam os grãos. O sistema radicular é fasciculado e adaptado a condições de inundação. As variedades diferenciam‑se pelo porte, ciclo vegetativo, arquitetura da panícula e características do grão (comprimento, teor de amilose, cor).
O arroz adapta‑se a climas quentes e húmidos, necessitando de temperaturas médias superiores a 20 °C ao longo do ciclo. É altamente tolerante ao encharcamento, sendo tradicionalmente cultivado em regime de inundação controlada. Prefere solos argilosos a franco‑argilosos, com boa capacidade de retenção de água. O pH ideal situa‑se entre 5,5 e 7,0. A disponibilidade hídrica é crítica, sobretudo nas fases de diferenciação da panícula e enchimento do grão.
Inclui a utilização de semente certificada, seleção de variedades adaptadas à região, preparação adequada do solo e gestão eficiente da água (inundação, drenagem e manutenção do nível hídrico). A fertilização deve ser equilibrada, evitando excessos de azoto que favorecem o desenvolvimento de brusone. O controlo de infestantes é crítico, sobretudo nas fases iniciais. A monitorização de pragas e doenças deve ser contínua, complementada por práticas como rotação de culturas, manejo da palha e drenagens estratégicas. A colheita deve ser realizada no ponto ótimo de maturação, minimizando perdas e garantindo a qualidade do grão.
Os produtos fitofarmacêuticos requerem Cartão de Aplicador ou Cartão de Técnico Responsável.
Poderá utilizar o cartão de outra pessoa, desde que a mesma se responsabilize pela aplicação do tratamento.
Consulte aqui a Lei n.º 26/2013 de 11 de abril (Distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos).
Poderá utilizar o cartão de outra pessoa, desde que a mesma se responsabilize pela aplicação do tratamento.
Consulte aqui a Lei n.º 26/2013 de 11 de abril (Distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos).
