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Trioza erytreae

1. Identificação

  • Nome comum: Psila‑africana‑dos‑citrinos
  • Nome científico: Trioza erytreae Del Guercio
  • Ordem: Hemiptera
  • Família: Triozidae

2. Descrição da praga

  • Pequeno inseto sugador, com 2–4 mm, coloração verde‑amarelada a acastanhada.
  • Ninfas imóveis, achatadas, aderidas à página inferior das folhas.
  • Produzem excreções açucaradas e deformações foliares típicas.
  • A espécie é o agente vetor da bactéria Candidatus Liberibacter africanus, agente causador da HLB (greening africano) (doença bacteriana que provoca amarelecimento irregular, deformações e declínio progressivo em pomares de citrinos).
  • Praga de quarentena prioritária na União Europeia.

3. Hospedeiros principais

  • Citrinos (laranjeira, tangerineira, limoeiro, limeira, toranjeira).
  • Rutáceas ornamentais como Murraya spp..
  • Maior preferência por rebentos jovens e folhas tenras.

4. Sintomas e danos

  • Deformações e engrossamento das folhas.
  • Cavidades e bolhas na página superior das folhas.
  • Melada abundante e desenvolvimento de fumagina.
  • Redução do vigor e da produção.
  • Risco elevado de introdução e disseminação do HLB, uma das doenças mais destrutivas dos citrinos.

5. Ciclo biológico

  • Várias gerações por ano em clima ameno.
  • Oviposição na margem das folhas jovens.
  • Ninfas desenvolvem‑se em 4–5 ínstares.
  • Adultos ativos durante todo o ano em regiões costeiras e húmidas.
  • Populações aumentam rapidamente na primavera e outono.

6. Monitorização

  • Observação de deformações e bolhas nas folhas jovens.
  • Verificação de ninfas na página inferior das folhas.
  • Monitorização com placas cromotrópicas amarelas.
  • Inspeção intensiva em viveiros e novas plantações.
  • Registo de focos e comunicação imediata às autoridades fitossanitárias.

7. Medidas de gestão

  • Culturais: remoção de rebentos muito atacados e controlo de plantas hospedeiras alternativas.
  • Biológicas: conservação de parasitoides naturais como Tamarixia dryi quando presentes.
  • Proteção integrada: monitorização contínua, intervenções apenas quando justificadas, aplicação criteriosa de inseticidas autorizados e cumprimento das medidas oficiais de contenção e erradicação.
  • Medidas oficiais: cumprimento das normas da DGAV e UE para pragas de quarentena, incluindo restrições de movimentação de plantas e material vegetal.

Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Trioza erytreae.
  • CABI Invasive Species Compendium – T. erytreae.
  • DGAV – Plano de Contingência para Trioza erytreae (2015).
  • DGAV – Atualizações fitossanitárias sobre a psila‑africana (2019–2024).
  • Comissão Europeia – Regulamento de Execução (UE) 2019/2072 .
  • Bové, J. (2006). Huanglongbing: a destructive, newly emerging citrus disease.

 

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