DESDE 1994! Somos especialistas em protecção de plantas em Agricultura Biológica e Produção Integrada.

30 anos PME Líder’24
Inseticidas Biológicos e Vegetais Fungicidas e Elicitores Confusão Sexual Armadilhas, Atrativos e Feromonas Biofertilizantes

 


    Manihot esculenta

    1. Identificação e origem

    A mandioca (Manihot esculenta Crantz), pertencente à família Euphorbiaceae, é uma cultura tropical originária da América do Sul, com centro de domesticação na região amazónica. Foi uma das primeiras plantas domesticadas pelos povos indígenas, difundindo‑se posteriormente para África e Ásia através de rotas coloniais. Atualmente, é uma das principais fontes de carboidratos para milhões de pessoas em regiões tropicais.

    2. Importância económica

    A mandioca é cultivada sobretudo para produção de raízes ricas em amido, utilizadas na alimentação humana (farinha, tapioca, fécula), na alimentação animal e na indústria (amidos modificados, bioplásticos, etanol). É uma cultura estratégica pela sua tolerância à seca, capacidade de produção em solos pobres e elevada eficiência no uso de recursos. Os maiores produtores incluem Nigéria, República Democrática do Congo, Tailândia, Indonésia, Brasil e Gana.

    3. Caracterização botânica

    Planta arbustiva perene, com 1–4 m de altura, caule lenhoso e ramificação variável. As folhas são palmadas, com 5–9 lóbulos, pecíolos longos e coloração que varia do verde ao arroxeado. As flores são pequenas, unissexuais, agrupadas em inflorescências terminais. As raízes tuberosas são alongadas, ricas em amido e variam em cor (branca, amarela). O sistema radicular é profundo e adaptado a solos secos. A planta apresenta variedades doces e amargas, estas últimas contendo teores mais elevados de glicosídeos cianogénicos.

    4. Exigências edafoclimáticas

    A mandioca adapta‑se bem a climas tropicais e subtropicais, com temperaturas ideais entre 25–30 °C. Tolera períodos prolongados de seca, mas responde positivamente a precipitações entre 1 000–1 500 mm anuais. Prefere solos leves, bem drenados, de textura arenosa a franco‑arenosa, com pH entre 5,5 e 7,0. É sensível ao encharcamento e a solos compactados. A cultura é frequentemente estabelecida por estacas de caule.

    5. Principais pragas

    • Mosca‑branca (Bemisia tabaci): Melada, fumagina e transmissão de viroses.
    • Cochonilha‑da‑mandioca (Phenacoccus manihoti): Enrolamento foliar, cloroses e redução do crescimento.
    • Ácaros (Tetranychus urticae, Mononychellus tanajoa): Descoloração foliar e perda de vigor.
    • Gorgulho‑das‑raízes (Cylas spp.): Perfurações e deterioração das raízes.
    • Lagartas (Noctuidae): Desfolha e danos em rebentos jovens.
    • Nemátodos (Meloidogyne spp., Pratylenchus spp.): Galhas radiculares e declínio da produção.

    6. Principais doenças

    • Bacteriose da mandioca (Xanthomonas axonopodis pv. manihotis): Murchidão, necroses e morte de plantas.
    • Mosaico da mandioca (CMV, EACMV): Mosaicos, deformações e redução drástica da produção.
    • Podridões radiculares (Phytophthora spp., Fusarium spp.): Murchidão e apodrecimento das raízes.
    • Antracnose (Colletotrichum gloeosporioides): Lesões em caules e pecíolos.
    • Oídio (Oidium spp.): Revestimento branco e redução da fotossíntese.

    7. Gestão cultural geral

    Inclui a seleção de variedades adaptadas ao clima local e tolerantes a doenças, utilização de estacas sadias, plantação em solos bem drenados, controlo de infestantes nas fases iniciais, rotação de culturas para reduzir pressão de pragas e nemátodos e monitorização de mosca‑branca e cochonilha‑da‑mandioca. A colheita deve ser realizada entre 8–18 meses após o plantio, dependendo da variedade e do destino comercial.


    Referências bibliográficas

    • EPPO Global Database. Manihot esculenta – pests and diseases.
    • CABI Invasive Species Compendium. Manihot esculenta – datasheets.
    • Hillocks, R. J., Thresh, J. M., & Bellotti, A. C. (Eds.). (2002). Cassava: Biology, Production and Utilization. CABI.
    • El‑Sharkawy, M. A. (2004). Cassava biology and physiology. Plant Molecular Biology.
    • Howeler, R. (2014). Sustainable Cassava Production in Asia. CIAT.

     

    Produto Fitofarmacêutico

    Os produtos fitofarmacêuticos requerem Cartão de Aplicador ou Cartão de Técnico Responsável.

    • Adicionar ao Carrinho

      Poderá utilizar o cartão de outra pessoa, desde que a mesma se responsabilize pela aplicação do tratamento.
      Consulte aqui a Lei n.º 26/2013 de 11 de abril (Distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos).

      * Campos de preenchimento obrigatório
    Subscreva a nossa Newsletter